All posts by Michelle Brito

Pesquisa de Vendas ABRACORP 1° Trimestre de 2018

Adequado à metodologia do novo BI ABRACORP Inteligência de Dados, divulgamos o resultado da pesquisa de vendas do 1º trimestre de 2018. As publicações contêm os principais indicadores, referência na indústria.

 Apresentação

Aéreo Doméstico

Aéreo Internacional

Hotelaria Nacional

Hotelaria Internacional

Locação Nacional

Locação Internacional

Transfer Nacional

Todos os Segmentos

Mais que o gestor, a gestão

Carlos Prado*

Compareço pela primeira vez na seção ‘Sala Vip’ como presidente do Conselho de Administração da Abracorp. E com muita honra! Não por acaso, me ocorre transcrever excerto do texto “Hora de passar o bastão!”, assinado pelo meu jovem e laborioso antecessor: “A Abracorp está pronta para receber o novo presidente do Conselho de Administração. Seja ele quem for, vai contar com uma boa base e caminhos bem delineados para tornar a entidade mais e mais significativa para o segmento de viagens corporativas!” (Rubens Schwartzmann).

De fato, aqui na Abracorp importa menos quem carrega o bastão e mais o conjunto das forças de cada um de nós. Aqui, felizmente, não se cultiva o continuísmo, mas a continuidade responsável de ações lastreadas em planejamento criterioso e metas bem definidas. E é com essa convicção que aceitei levar adiante a condução de um projeto bem estruturado, do qual participei e vi evoluir, enquanto representante de TMC Abracorp.

Para ser sucinto, chamo a atenção do leitor para os ativos de gestão que a entidade vem acumulando. São iniciativas compromissadas com o médio e longo prazo – e nem por isso divorciadas do dia a dia. Falo da revisão oportuna do Planejamento Estratégico da Abracorp; da seleção realista de metas; do aprimoramento da comunicação com os associados; da evolução consistente dos comitês temáticos; do fortalecimento da relação com o mercado – para pontuar.

No entanto, das sementes plantadas, das semeaduras em curso e das primeiras colheitas, quero ratificar aqui a importância histórica, para nossa instituição, do dia 28 de Junho de 2018. Nessa data, em almoço e clima de congraçamento, lançaremos nossa plataforma de Princípios e Valores do Associado e os guias de Boas Práticas dos Fornecedores e dos Clientes. Documento foi editado para nortear um relacionamento ético e sustentável entre as três partes – TMCs, Fornecedores e Empresas Clientes.

E para coroar o encontro, o lançamento da Fase 1 do projeto de implantação do BI da Abracorp. A ferramenta vem para redimensionar a oferta de dados estatísticos do interesse de toda indústria. Assegura alto grau de abrangência e precisão na coleta, apuração e análise de dados setoriais.

Cias aéreas, hotelaria, locadoras, meios de pagamento, seguradoras estão entre os players que podem ter acesso singularizado a informações. Governança, compliance, fluidez de gestão e melhoria da percepção de cenários são valores que se fortalecem, a partir do BI Abracorp. Até lá!

*Carlos Prado é empresário e Presidente do Conselho de Administração da Abracorp

Hora de passar o bastão!

Aprendi com meu pai que a vida profissional não se restringe à luta cotidiana para tornar nossas empresas sólidas, saudáveis e bem-sucedidas. Fora das quatro paredes dos nossos escritórios, há missões fundamentadas no voluntarismo, no engajamento setorial e na percepção de que, sozinhos e isolados, somos mais vulneráveis.

Nossa empresa pode ser uma ilha de excelência, por exemplo. Mas é preciso enxergar e levar em conta o arquipélago todo em sua volta… A união de propósitos e a comunhão de práticas saudáveis, de forma organizada, levam à criação de instituições, de entidades que não visam a lucro, mas ao fortalecimento coletivo dos associados, proporcionando ganhos para o mercado como um todo.

Assim sintetizo a razão de ser da Abracorp! E, também, o escopo da minha atuação na Presidência do Conselho Administração da entidade, em mandato de dois anos, que chega ao encerramento. Conforme sinalizei na posse, não postularia mais um biênio, como prevê o estatuto da Abracorp.

Sempre acreditei na força do coletivo e continuo acreditando muito na força da nossa ABRACORP, afinal, isso foi o que me motivou, naquele momento, a decidir dedicar parte do meu tempo e da minha experiencia em prol desta entidade e, por consequência, de toda a nossa indústria! Sim! Alguns projetos em fase de conclusão têm impacto direto em toda cadeia de fornecedores e empresas clientes. Contudo, como dito acima, a entidade representa o coletivo e, portanto, é hora de passar o bastão e dar espaço a outros associados também darem a sua contribuição.

Para efeito de registro, cabe resgatar algumas ações que marcaram este ciclo, dentro de um plano de metas até mesmo ambicioso, considerando a profundidade e complexidade dos processos de mudança:

  •  Logo no início fizemos a revisão do nosso Planejamento Estratégico, com assessoria da KPMG;
  • Em seguida, mudamos o formato das reuniões, tornando-as mais interativas, dando espaço ao associado para participar da co-criação de projetos importantes para o setor e criamos um ambiente favorável a discussão de temas relevantes (espaço chamado de “voz do associado),
  •  Decidimos colocar as mãos num “vespeiro” (afinal, apurar os números de vendas de uma empresa muitas vezes já é difícil, imagine consolidar os dados de 30!) e implantar o BI Abracorp – concluída fase 1 do projeto. Esta ferramenta irá oferecer dados estatísticos incríveis para toda indústria;
  • Realizamos o 1º Fórum Abracorp direcionado ao mercado, dentro da Abav Expo 2017;
  • Dado o sucesso do 1º, realizamos do 2º Fórum Abracorp, este na WTM LA 2018 e operacionalizado 100% pelo nosso comitê de Eventos;
  • Revitalizamos as atividades dos comitês temáticos, que incluiu, entre outras atividades, a padronização de vouchers das locadoras de automóveis.
  • Com o apoio de outras entidades e de alguns fornecedores parceiros, estamos em vias de lançar nossa plataforma de Princípios e Valores do Associado e Guia de boas práticas dos Fornecedores e Clientes.

Esta plataforma tem por objetivo promover as melhores práticas em gestão de viagens corporativas e nortear um relacionamento ético e sustentável entre as três partes (TMC & FORNECEDOR & EMPRESA-CLIENTE).

Sobre o BI Abracorp, estou certo de que se trata de iniciativa de grande impacto e relevância para o mercado como um todo, ao conferir mais abrangência e precisão na coleta, apuração e análise de dados setoriais. As cias aéreas, a hotelaria, as locadoras e seguradoras; os meios de pagamento; enfim, todos os elos de uma extensa cadeia de valor podem, com os recursos do BI Abracorp, ter acesso – sob medida – a informações apuradas de forma automática e não mais manual, tendo assim aderência a diretrizes de compliance e governança.

Herdeira da série histórica de dados que eram divulgados pelas entidades que lhe deram origem (FAVECC e a TMC Brasil), a Abracorp só fez conquistar credibilidade e reconhecimento como referência setorial.
O Boletim Abracorp em Ação, recém-lançado pela Coordenadoria dos Comitês da entidade, que tem à frente Daiana Moreira, é parte das nossas iniciativas educacionais. Os materiais produzidos estão disponíveis na biblioteca virtual Abracorp (abracorp.org.br) ou nas redes sociais…

Ao fim desta missão, quero agradecer o apoio recebido por todos, em especial dos membros do nosso Conselho, do meu vice-presidente (Carlos Prado), que me ajudaram muito nesta empreitada; também quero agradecer aos meus antecessores nesta posição (Edmar e Francisco), que me apoiaram em todas as iniciativas propostas. Meu reconhecimento à presteza e profissionalismo dos colaboradores que tocam o dia-a-dia da entidade (Daiana e Michelle), incluindo o nosso ex-diretor executivo Gervásio Tanabe, que agora empresta seu talento e dedicação à Abav Nacional.

A Abracorp está pronta para receber o novo presidente do Conselho de Administração. Seja ele quem for, vai contar com uma boa base e caminhos bem delineados para tornar a entidade mais e mais significativa para o segmento de viagens corporativas! Acredito em decisões coletivas, que amplificam a força de união.
Abraços e Sucesso a todos!

Como tomar melhores decisões no atual mercado do Turismo

Por Lucio Oliveira

Como tomar melhores decisões no Atual Mercado do Turismo?

Olá Empreendedores e Gestores deste imenso e apaixonante mercado do Turismo, é com muita honra que escrevo esta matéria para todos os decisores do mercado do Turismo, em especial para todos os que atuam diretamente no mercado de viagens a negócio, eventos e incentivos.

Quantas são as decisões a serem tomadas diariamente no mercado atual das viagens corporativas?

Ao longo destes últimos anos como consultor e conselheiro, tive a oportunidade de conviver em projetos com mais de 150 empresários e gestores do turismo de todos os segmentos e tamanhos. Isso me proporcionou traçar uma amostra para definir um perfil dos bravos militantes do nosso mercado. A partir destes aprendizados, consegui encontrar algumas das dores que os afetam fortemente nas decisões . Descrevo aqui 6 delas que considero mais estratégicas:

  • Manter a lucratividade do negócio mesmo com a queda brusca das margens.
  • Sobreviver a concorrência acirrada com mais players nacionais e internacionais que se utilizam de novos canais de comunicação e vendas na busca pelos clientes.
  • Adaptação ao novo consumidor e ainda gerar valor agregado aos serviços prestados.
  • Capacidade de segmentar a empresa, engajar a equipe e ainda implementar um modelo orientado a gestão de resultados.
  • Implementar a eficiência total, a competitividade, o encantamento e a entrega aos clientes.
  • Mitigar todos os riscos do negócio e ainda se manter

Para conseguirmos tomar as melhores decisões para estes principais desafios, temos, primeiramente que dividir nosso aprendizado em 02 etapas, sendo elas a primeira em entendermos os conceitos sobre tomada de decisões e após isso, como podemos tomar as melhores decisões no mercado do turismo.

Como tomamos as decisões de nossas vidas?

Os estudos da psicologia e da neurociência, mostram que tomar decisões é escolher entre alternativas. Toda decisão pressupões a uma renúncia.

Tomamos nossas decisões baseados em 5 aspectos e emoções:

  • Instintos

Baseado em emoções de sobrevivência da espécie.

  • Crenças Subconscientes.

Decisões baseadas em aspectos com alta carga emocional com pouca influência de outras pessoas.

  • Crenças Conscientes

Pensamento estruturado com tempo para tomada de decisões e pouca carga emocional, baseando em experiências do passado e projeções futuras.

  • Valores

Decisões alinhadas a valores  e não crenças, sempre de forma racional.

  • Intuição

Pensamentos com foco na sabedoria com reflexão e conhecimento profundo.

E as decisões nas empresas, como são tomadas em sua maioria?

Dentro das organizações existem níveis de hierarquia para que possamos ter um aprimoramento da tomada de decisões e com isso a busca pelos melhores resultados.

O posicionamento, valores, crenças, a cultura e o momento da empresa, irão pesar diretamente nas decisões dos líderes.

Um dos pontos mais importantes é buscarmos um equilíbrio entre todos os elementos da cadeia de tomada de decisões dentro das organizações.

A tomada de decisão equilibrar traz muito resultado para as organizações e para que possamos ter uma decisão eficiente temos que seguir 07 passos para o êxito:

  • Conhecer bem o Problema
  • Limitar as opções de escolha
  • Apoiar-se totalmente em dados
  • Avaliar todos os possíveis riscos
  • Pensar no histórico passado e nas experiências
  • Ter assertividade no momento da decisão
  • Considerar o futuro e os impactos da decisão a ser tomada

A segunda etapa para tomarmos as melhores decisões no atual mercado do turismo, é após entender bem o momento e as tendências do mercado, ter nossas decisões amparadas em dois pilares:

  • Tomar as decisões amparadas na gestão de riscos da empresa, seja ela uma TMC, um fornecedor do TRADE e uma empresa Compradora. Alguns pontos do atual mercado não podem ser ignorados quando o assunto é Riscos, como gestão da informação, compliance, transparência, qualidade e riscos da entrega dos serviços e principalmente devemos tomar as decisões amparados nas questões de sustentabilidade financeira, ou seja, capacidade de crédito a ser assumido, margens mínimas de ganho, e riscos de honrar os compromissos e vencimentos das despesas do projeto ou contrato dentro dos prazos e condições negociadas.
  • Sempre buscar a decisão através da visão de PARCERIA, onde todos os players devem dividir de forma profissional e transparente, seus limites e riscos para conquistar a longevidade de toda a cadeia do turismo de negócios no médio e principalmente no longo prazo. Temos que ter claramente que o projeto ou contrato tem que ser bom de forma equilibrada para os TMC´s, para os Fornecedores, para as Empresas Compradoras e para os Viajantes.

Somente com esta visão e execução poderemos ter um mercado mais justo, transparente, profissional em que todos possam ter a competitividade aliada a longevidade de seus negócios.

 Concluo que temos que praticar uma visão de que Sozinhos vamos mais rápido, porém Juntos vamos muito mais Longe e para isso será preciso executar os princípios e valores de uma governança corporativa madura e profissional, onde 3 pilares são essenciais para a sobrevivência e longevidade das empresas no mercado no longo prazo…

Transparência, Meritocracia e Equidade.

Lúcio Oliveira é Graduado em Jornalismo pela UNICAP, com MBA em Marketing pela FGV, especialização em negócios nos EUA pela Miami Dade College, certificações de Business e Executive Coach pela SBC e Formação de Conselheiro de Empresas pelo IBGC.

*Conteúdo da palestra disponível em http://abracorp.org.br/apresentacoes/

Comitês nasceram com a Abracorp – e evoluíram com ela

A Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas – funciona à base de uma estrutura administrativa enxuta, que concilia rotinas com atividades planejadas e inseridas em cronograma. Dentro da referida estrutura, estão os Comitês Temáticos, que existem desde a criação da própria Abracorp. Instituídos a partir de um grupo de trabalho, por recomendação da Consultoria Delloite, foram ganhando importância e musculatura funcional.
Com o novo Planejamento Estratégico, sob responsabilidade da KPMG, decidiu-se tornar os comitês mais ativos e necessários para os associados. O Estatuto da entidade prevê a figura da Coordenadoria de Comitês e um Regimento Interno estabelece competências e regras de funcionamento. Para tanto, Daiana Moreira foi designada Coordenadora dos Comitês, que acompanha de perto todo o andamento das atividades. Há um calendário fixo de reuniões e um Plano de Ações com cronograma de atividades.
Sobre a estratégia utilizada para a seleção de temas pertinentes aos diferentes Comitês, Daiana explica que “fizemos uma sondagem junto aos gestores de cada área, solicitando sugestões de temas. Cabe acrescentar que os temas também surgem por conta de demandas do Conselho de Administração e dos próprios associados em nossa reunião mensal”.
Para melhor compreensão e clareza do papel que eles cumprem, segue a descrição sucinta dos quatro Comitês Temáticos:

Comitê de Tecnologia:
Missão: “Buscar soluções e gerar sinergias para atender às necessidades de tecnologia comum aos associados”.
Integrantes: 11 membros, representantes da Maringá, Alatur, Promitional, Costa Brava, Tivolitur, BCD, Kontik, BBTUR, CWT, Jet Stream e Casablanca.
Encontros: mensais
Coordenador: Alexandre Agostinho, da Maringá.
Depoimento do coordenador:
“A reestruturação em curso nos Comitês da Abracorp é muito bem vista pelos associados. Acreditamos que um Comitê estruturado e ativo possa fazer grande diferença no tratamento e direcionamento das constantes mudanças que vêm acontecendo no segmento. JuntosSomosFortes”.

Comitê de Produtos e Novos Negócios
Missão: Estreitar relacionamento da Abracorp e seus associados com todos os fornecedores, visando aumentar a percepção de valor pelos nossos serviços e incremento de resultados.
Integrantes: 6 membros, representantes da Avipam, Casablanca, Tivolitur, Alatur, Costa Brava e Hostway.
Encontros: bimestrais
Coordenadora: Rute Camargo, da Costa Brava.
Depoimento da Coordenadora:
“Os comitês de trabalho da Abracorp são extremamente importantes, em um mercado tão dinâmico como o nosso. Desde que ingressei no comitê de Produtos e Novos Negócios, a qualidade do meu trabalho melhorou muito. Compartilhamos informações relevantes e anseios comuns, aproveitando a expertise individual em um grupo heterogêneo. Trabalhamos os pontos mais críticos na busca de uma solução ideal para a maioria. Recomendo a participação nos comitês, pois não agrega valor somente à Abracorp, mas à agencia de cada um”.

Comitê de Desenvolvimento Humano
Missão: Contribuir para atividade de Desenvolvimento Humano, sugerindo melhores práticas aos serviços das associadas, mantendo os associados atualizados sobre o mercado de RH.
Integrantes: 5 membros, representantes da Flytour, Luck, Tour House, Alatur e Solid.
Encontros: bimestrais, com reunião semestral para todos os gestores.
Coordenador: Wilson Marcos, da Solid.
Depoimento do Coordenador:
“O comitê de RH da Abracorp reúne especialistas em gestão de pessoas das agências associadas, com experiências diversificadas e foco nos variados perfis do mercado de viagens corporativas. Aborda temas relevantes do universo da gestão de pessoas e promove discussões plurais. Dentre eles, os desafios do recrutamento e seleção, ações motivacionais, programas de treinamento e desenvolvimento, cultura organizacional, pesquisa de clima, serviços, produtos, benefícios, nova legislação trabalhista e empreendedorismo da própria carreira”.

Comitê de Logística para Eventos e Viagens de Incentivo
Anteriormente denominado MICE (Meeting, Incentives, Conferences and Exhibitions), decidiu-se que o novo nome torna mais amigável o posicionamento perante os clientes.
Missão: Discutir e difundir as melhores práticas na gestão do segmento de logística para eventos e viagens de incentivo, envolvendo associados, fornecedores e clientes.
Integrantes: 6 membros, representantes da Avipam, Costa Brava, Flytour, Kontik, Tristar e Tour House.
Encontros: a cada 45 dias. Há uma reunião semestral com todos os gestores.
Coordenadora: Sheila Ramos, da Kontik.
Depoimento da Coordenadora:
“O CLEVI (Comitê de Logística de Eventos e Viagens de Incentivo) da Abracorp tem em seu DNA a expertise dos maiores profissionais em logística de eventos do mercado. Busca compartilhar as melhores práticas neste segmento, assim como encontrar as melhores soluções sustentáveis para a tríade associados, clientes e fornecedores, fortalecendo o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions)”.

 

Adapte-se aos novos cenários

A evolução tecnológica ocorrida nos últimos anos provocou mudança no comportamento das pessoas e das empresas. Gigantesca mudança foi na velocidade da informação. O que acontece agora em São Paulo já pode ser acessado no mesmo momento em Tokyo ou qualquer outro lugar do mundo. Esse binômio, tecnologia e informação propiciaram as grandes mudanças no mundo. E isso ocorreu também no segmento de viagens, quer sejam à lazer ou no corporativo.

Também possibilitou o surgimento de novos modelos de negócios, como no caso das companhias aéreas de baixo custo e os aplicativos ditos de economia compartilhada, de locação de imóveis ou de carros. Ao mesmo tempo em que surgiram com o discurso inaugural do preço baixo, elas abocanharam boa fatia do mercado. E hoje o preço baixo é tão somente um atrativo sazonal. Sim, porque não existem milagres numa econômica de mercado, onde a demanda não é continuadamente crescente, como estamos vivendo hoje no Brasil. Das duas uma, ou você pratica um preço baixo com custos mais baixos ainda ou você estará comprometendo seu resultado, com tendência de desaparecer no curto prazo. Recentemente o Grupo IAG (dono da British Airways, Iberia) anunciou o lançamento de uma companhia lowcost que fará voos transatlânticos, à partir da Espanha, a LEVEL. Com tarifas muito baixas, ela causará, certamente, furor no mercado onde atuará, como em rotas como Argentina/Espanha e Estados Unidos/Espanha. Não é novidade, claro. A Norwegian, companhia lowcost da Noruega já faz isso hoje, ligando a Europa aos Estados Unidos.
Mas isso não é bom? Tarifas baixas? Com certeza é algo muito bom, mas todos nós sabemos que há uma lógica em tudo isso. A lógica do resultado. Para esse resultado dar certo, existem as receitas auxiliares, que no caso das lowcost, compõem uma importante fatia do faturamento delas. Na Spirit, lowcost americana, as receitas auxiliares representam 39% do seu faturamento. E por isso mesmo elas conseguem praticar tarifas tão baixas. E não falamos só do setor aéreo, não. Falamos de todos os segmentos. Hotelaria, locação, serviços, enfim, tudo.
E como fica o cenário corporativo nesse ambiente? Difícil, pois as empresas insistem em considerar tarifa aérea e a diária como referência de negociação, quando essas, tarifas e diárias são apenas e tão somente componentes tarifários. A LEVEL é um exemplo, enquanto a tarifa de Barcelona a Los Angeles, pode custar EUR99,00, uma refeição custará EUR35,00 e despachar uma mala custará EUR70,00, fora os outros serviços que serão cobrados para que o viajante tenha um mínimo de conforto em mais de 12 ou 13 horas de voo. E isso, sistema nenhum consegue, hoje, contabilizar numa solicitação ou cotação de viagem.
Com certeza políticas de viagens que rezam em sua cartilha o menor preço, precisam inovar-se e buscar no valor entregue pelo provedor, o diferencial, pois menor preço todo mundo tem. E igual.
E como fica o comportamento das TMC´s frente a esses novos cenários? Adaptar-se com uso de ferramentas de gestão é a única maneira de oferecer serviços de valor aos clientes, mas eles, clientes, também terão que se adaptar a esses novos cenários. Querer impor que se cumpra uma bem gerenciada política de viagens, permitindo que o viajante tenha total liberdade de compras como pretendem alguns, ainda é um milagre distante. Já dizia o Comte Rolim, falecido criador da TAM Linhas Aéreas, em um de seus mandamentos: “em busca do ótimo não se faz o bom”.

(*) Parte dessa matéria foi produzida para a Revista Brasilturis (abril/17)

As novas resoluções da ANAC

shutterstock_109289483

A ANAC anunciou, semanas atrás, algumas medidas que mudam, bastante, o cenário da aviação comercial brasileira, no tocante às regulamentações que tem relação direta com o viajante.
Duas delas chamam muita atenção em função das mudanças que provocarão no mercado. Uma que refere-se à cobrança de taxa de bagagem, cujo valor ficará a critério de cada empresa aérea, sem qualquer mediação regulamentar de valor ou definição de regra de cálculo.
De acordo com o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovics, “hoje nenhuma bagagem tem transporte gratuito, porque as empresas aéreas embutem nas tarifas as taxas para todos os passageiros, independentemente do que levam para os aviões. Passa a pagar quem usa a bagagem. Quem não usa, que é metade daqueles que viajam, não pagará”.
Partindo da premissa de que a taxa de bagagem já está embutida nas tarifas atuais, podemos esperar, então, que os passageiros do segmento corporativo poderão pagar menos por suas passagens, já que, costumeiramente, viajam sem bagagem. Assim, uma tarifa de ponte aérea, por exemplo, que custou R$ 541,00 no 3º Trimestre de 2016, segundo indicadores da ABRACORP, poderá, quem sabe, custar menos. Por outro lado, uma passagem de São Paulo a Fortaleza para um viajante em férias ou a trabalho, que ficará alguns dias no destino, poderá custar mais, considerando que ele viaje com bagagens. Mas tudo será regido, com certeza, pela inexorável lei de oferta & demanda, afirmam as companhias aéreas.
O que é certo, quando observamos o mundo lá fora, é que as receitas auxiliares, onde entram as bagagens, têm apresentado uma meteórica taxa de crescimento no faturamento das companhias aéreas.
Estudos de mercado apontam que as companhias aéreas devem faturar, somente com as receitas auxiliares, algo como U$ 68 bilhões em 2016 (crescimento de 13% em relação à 2015), o que equivale a cerca de 9% do faturamento total esperado.
E as receitas auxiliares não são foco somente do segmento aéreo. Hotelaria e locação de automóveis já caminham nesse sentido. O marketplace digital, altamente sensível a preços e à segmentação de perfis de consumo, faz com que as empresas busquem novos tipos de receitas.
A outra medida, este um pedido de longo tempo da ABRACORP junto às autoridades, de constar no cartão de embarque o valor do bilhete pago pelo cliente. A resolução 401, de 13 de dezembro de 2016 estabelece que a regra entra em vigor à partir de 90 dias da publicação. Ou seja, em março/17 as companhias aéreas deverão inserir nos cartões de embarque, o valor daquela passagem.
A Abracorp defende maior clareza nos preços dos canais diretos e indiretos, com regras definidas por parte dos fornecedores na exposição dos preços divulgados para o cliente.
Tais medidas, sob a ótica da Abracorp, oferecem mobilidade, agilidade e transparência ao cliente, mas é imperativo, no caso da cesta de serviços, que as plataformas de online booking tool (ou off-line) utilizadas pelas TMC´s possam integrar-se aos sistemas das companhias aéreas, no sentido de oferecer esse menu de serviços ao cliente. Isso tornaria o custo total algo previsível no orçamento do viajante, no momento de programar a sua viagem.
Certamente as companhias aéreas comunicarão, amplamente, suas estratégias individuais para tratar cada item das novas regras da ANAC, e também em relação aos procedimentos e valores que poderão ser cobrados por cada serviço adicional ofertado.
De todo modo, a ABRACORP estará acompanhando, de perto, a evolução dessa discussão e a implantação dessas regras que abrangem pontos importantes como prazos para reembolsos, remarcações, entre outros, e também da resolução 401.

Clique Aqui para ler a íntegra das propostas da ANAC.

Clique Aqui para acessar a resolução no. 401 da ANAC.

Experiência e Inteligência de Mercado

portugal

O fim do ano se aproxima e com ele, a convenção de final de ano da ABRACORP. E nesse ano, pela primeira vez será na Europa. Ela acontece de 1 a 4 de dezembro, numa das mais belas e a mais brasileira das cidades europeias, LISBOA, em Portugal.

Com o patrocínio da TAP, HOTEL DOM PEDRO e apoio da  SCHULTZ OPERADORA , a convenção desse ano reveste-se de um valor mais importante ainda, pois lá será discutido o planejamento estratégico da entidade para os próximos anos. O planejamento estratégico tem vínculo direto com os negócios das próprias associadas ABRACORP, e por isso a sua importância, está sendo desenhado tendo como base as alavancas de valor, compiladas em quatro pilares macros que tem impacto direto em toda a cadeia produtiva de viagens, os associados, os comitês temáticos, a comunicação e a capacitação. Por isso, essa convenção terá uma relevância extremamente importante, na medida em que ela será a guia-mestra dos caminhos que a entidade irá percorrer a partir de 2017. Esse trabalho está sendo realizado pela KPMG.

Questões centrais como clientes e canais, produtos e serviços, infraestrutura e tecnologia, governança, pessoas e cultura e a criação de um dashboard com métricas claras de gestão dos processos e projetos que serão conduzidos a partir de jan/17 serão a pauta principal durante a convenção.

Outro ponto muito importante serão os novos indicadores que a ABRACORP disponibilizará a partir de jan/17, além das informações tradicionalmente divulgadas há 5 anos, agora os indicadores serão base de um BI ABRACORP, com informações que poderão oferecer muito mais que participação de mercado aos associados e fornecedores, mas um amplo cardápio de dados gerenciais como  tipos de tarifas por cabines, par de cidades, período de estadia, destinos, entre outras informações muito relevantes para um propiciar um consistente estudo de benchmarking e de tendências.

Como sempre acontece, as parcerias foram fundamentais para que pudéssemos escolher LISBOA como sede da convenção deste ano. O país e, naturalmente, LISBOA, buscam a consolidação no cenário mundial dos destinos corporativos, com investimentos em equipamentos e infraestrutura para a realização de pequenos, médios ou grandes eventos, corporativos ou não. Parte fundamental para a escolha de destinos, sabemos, são as ligações aéreas, e nisso a TAP PORTUGAL está muito bem situada no Brasil, com operações à partir de 10 cidades no Brasil para LISBOA e PORTO. E o segmento corporativo entrou, literalmente, na pauta da TAP e será um dos objetivos para 2017 para a companhia aérea.

Segundo Bernardo Cardoso, diretor do Turismo de Portugal, em São Paulo –  “Com esta parceria com a ABRACORP (Associação Brasileira de Viagens Corporativas), que é referência no segmento corporativo, pretendemos apresentar Portugal como uma opção válida para os seus associados e clientes.”

Conhecido por ser um dos melhores destinos de lazer na Europa, o país vem se destacando também cada vez mais em um outro segmento: o turismo de negócios e eventos. Para se ter uma ideia, o MICE superou, em 2015, o turismo do segmento “sol e mar”, de acordo com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

RECEBA NOSSAS NOVIDADES

CADASTRE SEU E-MAIL E RECEBA NOSSA NEWSLETTER