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Comitês nasceram com a Abracorp – e evoluíram com ela

A Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas – funciona à base de uma estrutura administrativa enxuta, que concilia rotinas com atividades planejadas e inseridas em cronograma. Dentro da referida estrutura, estão os Comitês Temáticos, que existem desde a criação da própria Abracorp. Instituídos a partir de um grupo de trabalho, por recomendação da Consultoria Delloite, foram ganhando importância e musculatura funcional.
Com o novo Planejamento Estratégico, sob responsabilidade da KPMG, decidiu-se tornar os comitês mais ativos e necessários para os associados. O Estatuto da entidade prevê a figura da Coordenadoria de Comitês e um Regimento Interno estabelece competências e regras de funcionamento. Para tanto, Daiana Moreira foi designada Coordenadora dos Comitês, que acompanha de perto todo o andamento das atividades. Há um calendário fixo de reuniões e um Plano de Ações com cronograma de atividades.
Sobre a estratégia utilizada para a seleção de temas pertinentes aos diferentes Comitês, Daiana explica que “fizemos uma sondagem junto aos gestores de cada área, solicitando sugestões de temas. Cabe acrescentar que os temas também surgem por conta de demandas do Conselho de Administração e dos próprios associados em nossa reunião mensal”.
Para melhor compreensão e clareza do papel que eles cumprem, segue a descrição sucinta dos quatro Comitês Temáticos:

Comitê de Tecnologia:
Missão: “Buscar soluções e gerar sinergias para atender às necessidades de tecnologia comum aos associados”.
Integrantes: 11 membros, representantes da Maringá, Alatur, Promitional, Costa Brava, Tivolitur, BCD, Kontik, BBTUR, CWT, Jet Stream e Casablanca.
Encontros: mensais
Coordenador: Alexandre Agostinho, da Maringá.
Depoimento do coordenador:
“A reestruturação em curso nos Comitês da Abracorp é muito bem vista pelos associados. Acreditamos que um Comitê estruturado e ativo possa fazer grande diferença no tratamento e direcionamento das constantes mudanças que vêm acontecendo no segmento. JuntosSomosFortes”.

Comitê de Produtos e Novos Negócios
Missão: Estreitar relacionamento da Abracorp e seus associados com todos os fornecedores, visando aumentar a percepção de valor pelos nossos serviços e incremento de resultados.
Integrantes: 6 membros, representantes da Avipam, Casablanca, Tivolitur, Alatur, Costa Brava e Hostway.
Encontros: bimestrais
Coordenadora: Rute Camargo, da Costa Brava.
Depoimento da Coordenadora:
“Os comitês de trabalho da Abracorp são extremamente importantes, em um mercado tão dinâmico como o nosso. Desde que ingressei no comitê de Produtos e Novos Negócios, a qualidade do meu trabalho melhorou muito. Compartilhamos informações relevantes e anseios comuns, aproveitando a expertise individual em um grupo heterogêneo. Trabalhamos os pontos mais críticos na busca de uma solução ideal para a maioria. Recomendo a participação nos comitês, pois não agrega valor somente à Abracorp, mas à agencia de cada um”.

Comitê de Desenvolvimento Humano
Missão: Contribuir para atividade de Desenvolvimento Humano, sugerindo melhores práticas aos serviços das associadas, mantendo os associados atualizados sobre o mercado de RH.
Integrantes: 5 membros, representantes da Flytour, Luck, Tour House, Alatur e Solid.
Encontros: bimestrais, com reunião semestral para todos os gestores.
Coordenador: Wilson Marcos, da Solid.
Depoimento do Coordenador:
“O comitê de RH da Abracorp reúne especialistas em gestão de pessoas das agências associadas, com experiências diversificadas e foco nos variados perfis do mercado de viagens corporativas. Aborda temas relevantes do universo da gestão de pessoas e promove discussões plurais. Dentre eles, os desafios do recrutamento e seleção, ações motivacionais, programas de treinamento e desenvolvimento, cultura organizacional, pesquisa de clima, serviços, produtos, benefícios, nova legislação trabalhista e empreendedorismo da própria carreira”.

Comitê de Logística para Eventos e Viagens de Incentivo
Anteriormente denominado MICE (Meeting, Incentives, Conferences and Exhibitions), decidiu-se que o novo nome torna mais amigável o posicionamento perante os clientes.
Missão: Discutir e difundir as melhores práticas na gestão do segmento de logística para eventos e viagens de incentivo, envolvendo associados, fornecedores e clientes.
Integrantes: 6 membros, representantes da Avipam, Costa Brava, Flytour, Kontik, Tristar e Tour House.
Encontros: a cada 45 dias. Há uma reunião semestral com todos os gestores.
Coordenadora: Sheila Ramos, da Kontik.
Depoimento da Coordenadora:
“O CLEVI (Comitê de Logística de Eventos e Viagens de Incentivo) da Abracorp tem em seu DNA a expertise dos maiores profissionais em logística de eventos do mercado. Busca compartilhar as melhores práticas neste segmento, assim como encontrar as melhores soluções sustentáveis para a tríade associados, clientes e fornecedores, fortalecendo o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions)”.

 

Adapte-se aos novos cenários

A evolução tecnológica ocorrida nos últimos anos provocou mudança no comportamento das pessoas e das empresas. Gigantesca mudança foi na velocidade da informação. O que acontece agora em São Paulo já pode ser acessado no mesmo momento em Tokyo ou qualquer outro lugar do mundo. Esse binômio, tecnologia e informação propiciaram as grandes mudanças no mundo. E isso ocorreu também no segmento de viagens, quer sejam à lazer ou no corporativo.

Também possibilitou o surgimento de novos modelos de negócios, como no caso das companhias aéreas de baixo custo e os aplicativos ditos de economia compartilhada, de locação de imóveis ou de carros. Ao mesmo tempo em que surgiram com o discurso inaugural do preço baixo, elas abocanharam boa fatia do mercado. E hoje o preço baixo é tão somente um atrativo sazonal. Sim, porque não existem milagres numa econômica de mercado, onde a demanda não é continuadamente crescente, como estamos vivendo hoje no Brasil. Das duas uma, ou você pratica um preço baixo com custos mais baixos ainda ou você estará comprometendo seu resultado, com tendência de desaparecer no curto prazo. Recentemente o Grupo IAG (dono da British Airways, Iberia) anunciou o lançamento de uma companhia lowcost que fará voos transatlânticos, à partir da Espanha, a LEVEL. Com tarifas muito baixas, ela causará, certamente, furor no mercado onde atuará, como em rotas como Argentina/Espanha e Estados Unidos/Espanha. Não é novidade, claro. A Norwegian, companhia lowcost da Noruega já faz isso hoje, ligando a Europa aos Estados Unidos.
Mas isso não é bom? Tarifas baixas? Com certeza é algo muito bom, mas todos nós sabemos que há uma lógica em tudo isso. A lógica do resultado. Para esse resultado dar certo, existem as receitas auxiliares, que no caso das lowcost, compõem uma importante fatia do faturamento delas. Na Spirit, lowcost americana, as receitas auxiliares representam 39% do seu faturamento. E por isso mesmo elas conseguem praticar tarifas tão baixas. E não falamos só do setor aéreo, não. Falamos de todos os segmentos. Hotelaria, locação, serviços, enfim, tudo.
E como fica o cenário corporativo nesse ambiente? Difícil, pois as empresas insistem em considerar tarifa aérea e a diária como referência de negociação, quando essas, tarifas e diárias são apenas e tão somente componentes tarifários. A LEVEL é um exemplo, enquanto a tarifa de Barcelona a Los Angeles, pode custar EUR99,00, uma refeição custará EUR35,00 e despachar uma mala custará EUR70,00, fora os outros serviços que serão cobrados para que o viajante tenha um mínimo de conforto em mais de 12 ou 13 horas de voo. E isso, sistema nenhum consegue, hoje, contabilizar numa solicitação ou cotação de viagem.
Com certeza políticas de viagens que rezam em sua cartilha o menor preço, precisam inovar-se e buscar no valor entregue pelo provedor, o diferencial, pois menor preço todo mundo tem. E igual.
E como fica o comportamento das TMC´s frente a esses novos cenários? Adaptar-se com uso de ferramentas de gestão é a única maneira de oferecer serviços de valor aos clientes, mas eles, clientes, também terão que se adaptar a esses novos cenários. Querer impor que se cumpra uma bem gerenciada política de viagens, permitindo que o viajante tenha total liberdade de compras como pretendem alguns, ainda é um milagre distante. Já dizia o Comte Rolim, falecido criador da TAM Linhas Aéreas, em um de seus mandamentos: “em busca do ótimo não se faz o bom”.

(*) Parte dessa matéria foi produzida para a Revista Brasilturis (abril/17)

As novas resoluções da ANAC

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A ANAC anunciou, semanas atrás, algumas medidas que mudam, bastante, o cenário da aviação comercial brasileira, no tocante às regulamentações que tem relação direta com o viajante.
Duas delas chamam muita atenção em função das mudanças que provocarão no mercado. Uma que refere-se à cobrança de taxa de bagagem, cujo valor ficará a critério de cada empresa aérea, sem qualquer mediação regulamentar de valor ou definição de regra de cálculo.
De acordo com o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovics, “hoje nenhuma bagagem tem transporte gratuito, porque as empresas aéreas embutem nas tarifas as taxas para todos os passageiros, independentemente do que levam para os aviões. Passa a pagar quem usa a bagagem. Quem não usa, que é metade daqueles que viajam, não pagará”.
Partindo da premissa de que a taxa de bagagem já está embutida nas tarifas atuais, podemos esperar, então, que os passageiros do segmento corporativo poderão pagar menos por suas passagens, já que, costumeiramente, viajam sem bagagem. Assim, uma tarifa de ponte aérea, por exemplo, que custou R$ 541,00 no 3º Trimestre de 2016, segundo indicadores da ABRACORP, poderá, quem sabe, custar menos. Por outro lado, uma passagem de São Paulo a Fortaleza para um viajante em férias ou a trabalho, que ficará alguns dias no destino, poderá custar mais, considerando que ele viaje com bagagens. Mas tudo será regido, com certeza, pela inexorável lei de oferta & demanda, afirmam as companhias aéreas.
O que é certo, quando observamos o mundo lá fora, é que as receitas auxiliares, onde entram as bagagens, têm apresentado uma meteórica taxa de crescimento no faturamento das companhias aéreas.
Estudos de mercado apontam que as companhias aéreas devem faturar, somente com as receitas auxiliares, algo como U$ 68 bilhões em 2016 (crescimento de 13% em relação à 2015), o que equivale a cerca de 9% do faturamento total esperado.
E as receitas auxiliares não são foco somente do segmento aéreo. Hotelaria e locação de automóveis já caminham nesse sentido. O marketplace digital, altamente sensível a preços e à segmentação de perfis de consumo, faz com que as empresas busquem novos tipos de receitas.
A outra medida, este um pedido de longo tempo da ABRACORP junto às autoridades, de constar no cartão de embarque o valor do bilhete pago pelo cliente. A resolução 401, de 13 de dezembro de 2016 estabelece que a regra entra em vigor à partir de 90 dias da publicação. Ou seja, em março/17 as companhias aéreas deverão inserir nos cartões de embarque, o valor daquela passagem.
A Abracorp defende maior clareza nos preços dos canais diretos e indiretos, com regras definidas por parte dos fornecedores na exposição dos preços divulgados para o cliente.
Tais medidas, sob a ótica da Abracorp, oferecem mobilidade, agilidade e transparência ao cliente, mas é imperativo, no caso da cesta de serviços, que as plataformas de online booking tool (ou off-line) utilizadas pelas TMC´s possam integrar-se aos sistemas das companhias aéreas, no sentido de oferecer esse menu de serviços ao cliente. Isso tornaria o custo total algo previsível no orçamento do viajante, no momento de programar a sua viagem.
Certamente as companhias aéreas comunicarão, amplamente, suas estratégias individuais para tratar cada item das novas regras da ANAC, e também em relação aos procedimentos e valores que poderão ser cobrados por cada serviço adicional ofertado.
De todo modo, a ABRACORP estará acompanhando, de perto, a evolução dessa discussão e a implantação dessas regras que abrangem pontos importantes como prazos para reembolsos, remarcações, entre outros, e também da resolução 401.

Clique Aqui para ler a íntegra das propostas da ANAC.

Clique Aqui para acessar a resolução no. 401 da ANAC.

Experiência e Inteligência de Mercado

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O fim do ano se aproxima e com ele, a convenção de final de ano da ABRACORP. E nesse ano, pela primeira vez será na Europa. Ela acontece de 1 a 4 de dezembro, numa das mais belas e a mais brasileira das cidades europeias, LISBOA, em Portugal.

Com o patrocínio da TAP, HOTEL DOM PEDRO e apoio da  SCHULTZ OPERADORA , a convenção desse ano reveste-se de um valor mais importante ainda, pois lá será discutido o planejamento estratégico da entidade para os próximos anos. O planejamento estratégico tem vínculo direto com os negócios das próprias associadas ABRACORP, e por isso a sua importância, está sendo desenhado tendo como base as alavancas de valor, compiladas em quatro pilares macros que tem impacto direto em toda a cadeia produtiva de viagens, os associados, os comitês temáticos, a comunicação e a capacitação. Por isso, essa convenção terá uma relevância extremamente importante, na medida em que ela será a guia-mestra dos caminhos que a entidade irá percorrer a partir de 2017. Esse trabalho está sendo realizado pela KPMG.

Questões centrais como clientes e canais, produtos e serviços, infraestrutura e tecnologia, governança, pessoas e cultura e a criação de um dashboard com métricas claras de gestão dos processos e projetos que serão conduzidos a partir de jan/17 serão a pauta principal durante a convenção.

Outro ponto muito importante serão os novos indicadores que a ABRACORP disponibilizará a partir de jan/17, além das informações tradicionalmente divulgadas há 5 anos, agora os indicadores serão base de um BI ABRACORP, com informações que poderão oferecer muito mais que participação de mercado aos associados e fornecedores, mas um amplo cardápio de dados gerenciais como  tipos de tarifas por cabines, par de cidades, período de estadia, destinos, entre outras informações muito relevantes para um propiciar um consistente estudo de benchmarking e de tendências.

Como sempre acontece, as parcerias foram fundamentais para que pudéssemos escolher LISBOA como sede da convenção deste ano. O país e, naturalmente, LISBOA, buscam a consolidação no cenário mundial dos destinos corporativos, com investimentos em equipamentos e infraestrutura para a realização de pequenos, médios ou grandes eventos, corporativos ou não. Parte fundamental para a escolha de destinos, sabemos, são as ligações aéreas, e nisso a TAP PORTUGAL está muito bem situada no Brasil, com operações à partir de 10 cidades no Brasil para LISBOA e PORTO. E o segmento corporativo entrou, literalmente, na pauta da TAP e será um dos objetivos para 2017 para a companhia aérea.

Segundo Bernardo Cardoso, diretor do Turismo de Portugal, em São Paulo –  “Com esta parceria com a ABRACORP (Associação Brasileira de Viagens Corporativas), que é referência no segmento corporativo, pretendemos apresentar Portugal como uma opção válida para os seus associados e clientes.”

Conhecido por ser um dos melhores destinos de lazer na Europa, o país vem se destacando também cada vez mais em um outro segmento: o turismo de negócios e eventos. Para se ter uma ideia, o MICE superou, em 2015, o turismo do segmento “sol e mar”, de acordo com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

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