O 1º Fórum Abracorp na Ilha Corporativa, espaço já consagrado da entidade em sucessivas edições da Abav Expo, revelou-se proposta acertada e agradou aos mais de 250 participantes. Sob o tema ‘Uma visão 360º na gestão de viagens’, o jornalista Artur Andrade, da Panrotas, fez a mediação do debate protagonizado por nove personalidades do trade, entre representantes de TMCs, entidades setoriais e clientes corporativos. O conteúdo se baseou em questões pertinentes a três pilares setoriais: Pessoas, Governança e Tecnologia.

Abertura do evento coube ao vice-presidente do Conselho de Administração da Abracorp, Carlos Prado. O secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Marcelo Alves, fez uma explanação sucinta sobre as ações que o destino promove para revitalizar apropria imagem e aumentar o fluxo de turistas. O legado olímpico elevou para 372 o número de hotéis na cidade, com 58 mil quartos.

Antes do debate, o consultor de empresas Miguel Noronha Feyo proferiu a palestra ‘Client Experience’, marcada pelo tom coloquial e abordagem didática, instigante e vivencial. “Nosso grande desafio é mudar o modelo de negócio. Transformar empresas em plataformas. Conceitos como o de b2b e b2c, por exemplo, precisam ser repensados”, comentou. Otimista, disse que o Brasil está pronto para a retomada; que se tornou um país de serviços e que as pessoas não querem produtos – querem valor na forma de serviços. E aí entra a experiência.

O Debate

Revezaram-se, numa inovadora forma de discussões, os debatedores Alexandre Castro, VP comercial da Maringá; Fernão Loureiro, LA travel manager da Philips; Fabio Camargo, diretor de vendas da Delta; Luis Vabo, presidente da Solid; Marcos Vileski, diretor de vendas da Rede Atlantica; Paulo Henrique Pires, diretor de vendas Localiza; Rodrigo Cezar, LA travel manager da Roche; Ronaldo Linares, LA travel manager da Accenture e Tarcisio Gargione, VP comercial e marketing da Avianca. Além da Abracorp, estiveram representados a Alagev, o GBTA e o TMG, principais entidades de Travel Managers do Brasil.

O 1º bloco, focado no pilar ‘Pessoas’, gerou uma rodada de considerações relevantes baseadas no conhecimento e na vivência de cada debatedor. Em comum, a percepção de que empresas são formadas por um conjunto de pessoas. E que, a despeito do avanço inexorável da tecnologia, as pessoas seguem fundamentais. ‘Pensar fora da caixa’; ‘temos de nos preparar para desaprender’; ‘o propósito da relação com pessoas começa no recrutamento’; ‘a Abracorp é uma teia – e não apenas uma junção de elos’ foram expressões que perpassaram os pontos de vista ali esboçados.

‘Governança’, pilar do 2º bloco, trouxe à baila o papel das entidades no processo de mudanças e na definição do modelo a ser adotado. A supremacia do ‘preço’ em relação ao ‘valor’, ainda ponto chave nas negociações nos processos concorrenciais. A mentalidade começa a mudar. O papel da auditoria foi um dos destaques, no qual as TMC´s concordam que deve, sempre, existir. Porém, com absoluta isenção, respeitando-se também a confidencialidade contratual delas com os clientes e fornecedores. Entre os pontos convergentes, a convicção de que a auditoria deve ser vista como melhoria de processos – e não como um mero instrumento fiscalizador.

O 3º e último bloco discutiu as implicações do pilar ‘Tecnologia’ no conjunto do negócio de viagens corporativas. Falou-se em ‘Mobility Manager’, ‘Gestão de Demanda de Viagem’ e ‘Gestor de Experiência’. Melhoria da qualidade do diálogo entre os parceiros, com base no conhecimento de ciência do comportamento, como a psicologia, também esteve entre os destaques. A exemplo do 2º, o 3º bloco registrou a menção recorrente do bordão “o que é combinado não é caro”, para sintetizar argumentações.