Sugestão de Pauta: IATA e o fôlego das TMCs

Não se pode negar o papel relevante da IATA (Associação internacional de Transporte Aéreo), fundada em 1945, na cidade de Havana, em Cuba. No site oficial da entidade, lê-se que “a missão da entidade é representar, liderar e atender a indústria aérea, com suas 275 associadas – as quais compõem 83% do tráfego aéreo global”.

Em curto espaço de tempo, cerca de 70 empresas aéreas internacionais IATA possuem recursos tecnológicos alinhados à Nova Capacidade de Distribuição (NDC) de produtos extras em um voo. Observa-se notórios avanços tecnológicos para a venda dos chamados serviços auxiliares, a exemplo da cobrança por despacho de bagagens.

O canal ‘agências de viagens’ mantém-se como o principal vetor de vendas das companhias aéreas, a despeito da alternativa de venda direta utilizada por elas. E dos riscos que essa opção representa, por conta de fraudes nos sites das aéreas e dos custos de prevenção e de manutenção de call centers.

Nesse contexto, indaga-se:

Por que os critérios Gerais, Financeiros, de Competência e de Segurança nada contemporâneos da IATA para credenciar uma agência de viagens? O que justifica a vasta documentação exigida das mais de 100 mil agências de viagens da rede global de distribuição IATA, que inclui taxas administrativas anacrônicas? Como explicar os custos em cascata de uma simples alteração cadastral da agência, como mudança de endereço?

Para discorrer sobre o tema, indicamos o presidente do Conselho de Administração da Abracorp e diretor da Costa Brava Turismo, Rubens Schwartzmann, que dispõe de números e casos registrados entre as TMCs associadas à entidade. Schwartzmann poderá evidenciar o descompasso entre modernidade e critérios leoninos da IATA, que põe em a coerência de discurso da prática.