Voltando de um fim de semana em Gramado, me perguntei: Que Brasil é este?!

 A dúvida se impôs sob a ótica de quem viveu por muitos anos no exterior e, após 12 anos, retornou à cidade de Gramado (RS), na Serra Gaúcha. Mais do que surpreso, me dei conta de que lá existem características comuns com Aspen (EUA); Ghent (Bélgica) e Nyon (Suíça), a começar pela média elevada de falantes de outros idiomas. São cidades multiétnicas, multiculturais, limpas e seguras, que favorecem andar a pé e de bicicleta. A população local é respeitosa com os turistas que chegam o ano todo. E a maioria, do mercado doméstico.

Urbanidade, delicadeza e polidez são marcas do acolhimento de Gramado. Qualidade do receptivo local inclui ótimos hotéis – de luxo a econômicos. Sob a gestão ativa e empreendedora da iniciativa privada, tudo conspira a favor do modelo vivo de desenvolvimento urbano ali implantado.

A beleza arquitetônica, harmonizada com os encantos naturais do lugar, retrata respeito com o meio ambiente e compõe um cenário bom de morar e viver. Gastronomia excelente e diversificada é a tônica dos restaurantes e inclui deliciosos chocolates.

A decoração de Natal amplifica a magia da estação. Notável perceber a cidade emoldurada pelo colorido dos jardins em flor. Na geometria criativa dos canteiros e do conjunto vivo fascinante, a marca inequívoca da competência e do comprometimento das autoridades públicas locais.

Como cidadão e profissional da indústria de viagens, não hesito em compartilhar a certeza de que nós, brasileiros, somos capazes de fazer acontecer. Gramado, fundada em 1954, é um caso exemplar. A força da união é transformadora e possibilita multiplicar resultados com agilidade. Afinal, o que hoje é Aspen (fundada em 1879); Gent (650) e Nyon (1292), a jovem Gramado também o é.

Com quatro estações bem marcadas, o mosaico de seis fotos exibidas a seguir desafia identificarmos qual é a cidade de Gramado.

 Por Antonio Carbone é diretor executivo da Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas